El Segundo Libro de los Reyes continúa la historia de los reinos de Israel y Judá, comenzando con la enfermedad de Ocozías y el ministerio final de Elías, seguido por la historia de Eliseo. El libro narra la caída de Samaria (722 a.C.) y la deportación de Israel, y culmina con la caída de Jerusalén (586 a.C.) y el cautiverio babilónico. Es canónico en todas las tradiciones cristianas principales.
2 Reyes
Capítulo 23 — Josías renueva la alianza y realiza reformas religiosas
O rei convocou à sua presença todos os anciãos de Judá e de Jerusalém
e subiu ao Templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, profetas e todo o povo, pequenos e grandes. Leu, então, diante deles, o texto completo do Livro da Aliança que fora descoberto no Templo do Senhor.
O rei, de pé na tribuna, renovou a aliança em presença do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor, a observar os seus mandamentos, suas instruções e suas leis, de todo o seu coração e de toda a sua alma e a cumprir todas as cláusulas da aliança contida no livro. Todo o povo concordou com essa aliança.
O rei ordenou em seguida ao sumo sacerdote Helcias, aos sacerdotes da segunda ordem e aos porteiros, que jogassem fora do Templo do Senhor todos os objetos fabricados para o culto de Baal, de Asserá e de todo o exército dos céus. Mandou queimar fora de Jerusalém, nos campos do Cedron, levando as suas cinzas para Betel.
Despediu os sacerdotes dos ídolos que os reis de Judá tinham estabelecido para oferecer o incenso nos lugares altos, nas cidades de Judá e nos arredores de Jerusalém, assim como os sacerdotes que ofereciam incenso a Baal, ao sol, à luz, aos sinais do zodíaco e a todo o exército dos céus.
Mandou tirar do Templo do Senhor o ídolo Asserá e levá-lo para fora de Jerusalém, para o vale do Cedron, onde o queimaram. Depois de tê-lo reduzido a cinzas, mandou-as lançar sobre os sepulcros do povo.
Destruiu os apartamentos das prostitutas que se encontravam no Templo do Senhor, onde as mulheres teciam vestes para Asserá.
Convocou todos os sacerdotes das cidades de Judá, profanou os lugares altos onde os sacerdotes tinham oferecido incenso, desde Gabaá até Bersabeia. Destruiu o lugar alto das portas, à entrada da casa de Josué, prefeito da cidade, que ficava à esquerda de quem entra na cidade por essa porta.
Entretanto, os sacerdotes dos lugares altos não subiam ao altar do Senhor em Jerusalém, mas comiam somente dos pães ázimos no meio dos seus irmãos.
Profanou também Tofet, no vale de Ben-Enom, a fim de que ninguém fizesse passar pelo fogo seu filho ou sua filha em honra de Moloc.
Fez desaparecer também os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada do Templo do Senhor, junto do pavilhão do eunuco Natã-Melec, no recinto e queimou os carros do sol.
O rei destruiu os altares que tinham sido construídos pelos reis de Judá no terraço da câmara superior de Acaz e os que Manassés tinha levantado nos dois átrios do Templo do Senhor; quebrou-os, levou-os dali e lançou as cinzas deles na torrente do Cedron.
O rei profanou igualmente os lugares altos situados defronte de Jerusalém, à direita do monte da Perdição. Salomão, rei de Israel, tinha-os levantado em honra de Astarte, ídolo abominável dos sidônios, de Camos, ídolo abominável dos moabitas e de Melcom, ídolo abominável dos amonitas.
Quebrou as estátuas, cortou os ídolos asserás e encheu o lugar com ossos humanos.
Destruiu também o altar de Betel e o lugar alto que tinha edificado Jeroboão, filho de Nabat, que arrastara Israel ao pecado. Ele os destruiu, queimou e reduziu a cinzas o lugar alto, incendiando igualmente a asserá.
Josias, olhando em torno de si, viu os túmulos que havia sobre a colina. Mandou buscar os ossos dos sepulcros e queimou-os no altar. Esse altar foi assim profanado, segundo o oráculo que o Senhor tinha proferido pelo homem de Deus que havia predito essas coisas.
E o rei perguntou: “Que monumento é esse que eu vejo?”. Os habitantes da cidade responderam-lhe: “É o túmulo do homem de Deus que veio de Judá e que predisse tudo o que fizeste ao altar de Betel”.
“Deixai-o – disse o rei –, e que ninguém mexa em seus ossos.” E os seus ossos ficaram intatos, assim como os ossos do profeta que tinha vindo de Samaria.
Josias destruiu assim todos os santuários dos lugares altos que se encontravam nas cidades de Samaria e que os reis de Israel tinham edificado, para grande cólera do Senhor. Fez deles o que tinha feito do altar de Betel.
Matou todos os sacerdotes dos lugares altos que ali havia e queimou sobre esses altares ossos humanos. Depois voltou para Jerusalém.
O rei deu esta ordem a todo o povo: “Celebrai a Páscoa em honra do Senhor, vosso Deus, conforme está escrito neste livro da aliança”.
Não se celebrava Páscoa semelhante desde os dias dos juízes que governaram Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel e dos reis de Judá.
Essa Páscoa do Senhor foi celebrada em Jerusalém no décimo oitavo ano do rei Josias.
Josias extirpou também os necromantes e os adivinhos, os ídolos domésticos, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei escritas no livro que o sacerdote Helcias tinha achado no Templo do Senhor.
Não houve antes dele rei nenhum que, como ele, se convertesse ao Senhor com todo o seu coração, com toda a sua alma e com todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e depois dele não se levantou outro igual.
Contudo, o Senhor não desistiu do furor da sua grande ira, com que se tinha acendido contra Judá, por causa de todas as provocações com que Manassés o tinha irritado.
Disse o Senhor: “Também hei de lançar Judá da minha presença, como já lancei Israel; e rejeitarei esta cidade de Jerusalém, que escolhi, e o templo do qual eu tinha dito: ‘Aí estará o meu nome’”.
O restante da história de Josias, seus atos e grandes feitos, tudo se acha consignado no Livro das Crônicas dos reis de Judá.
Em seus dias, o faraó Neco, rei do Egito, subiu contra o rei da Assíria, ao rio Eufrates. O rei Josias marchou ao seu encontro, e Neco, vendo-o, matou-o em Meguido.
Seus servos o levaram num carro, morto, de Meguido para Jerusalém, e o sepultaram no seu sepulcro. O povo da terra tomou a Joacaz, filho de Josias, ungiu-o e o proclamou rei em lugar de seu pai.
Joacaz tinha vinte e três anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Hamital, filha de Jeremias, de Libna.
Fez o mal aos olhos do Senhor, imitando tudo o que seus pais tinham feito.
O faraó Neco mandou prendê-lo em Ribla, na terra de Hamat, para que não reinasse em Jerusalém, e impôs ao país um tributo de cem talentos de prata e um talento de ouro.
O faraó Neco constituiu rei a Eliaquim, filho de Josias, em lugar de seu pai Josias, e mudou-lhe o nome em Joaquim. A Joacaz levou consigo para o Egito, onde morreu.
Joaquim deu ao faraó a prata e o ouro, mas, para satisfazer a exigência do faraó, lançou mão de um imposto sobre a terra, exigindo a prata do povo da terra, de cada um segundo a sua renda, para a dar ao faraó Neco.
Joaquim tinha vinte e cinco anos quando começou a reinar e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Zebida, filha de Pedaías, de Ruma.
Fez o mal aos olhos do Senhor, imitando tudo o que seus pais tinham feito.