El Segundo Libro de los Reyes continúa la historia de los reinos de Israel y Judá, comenzando con la enfermedad de Ocozías y el ministerio final de Elías, seguido por la historia de Eliseo. El libro narra la caída de Samaria (722 a.C.) y la deportación de Israel, y culmina con la caída de Jerusalén (586 a.C.) y el cautiverio babilónico. Es canónico en todas las tradiciones cristianas principales.
2 Reyes
Capítulo 9 — Jehú es ungido rey de Israel
O profeta Eliseu chamou um dos discípulos dos profetas e disse-lhe: “Prende os teus vestidos, toma na mão esta ampola de azeite e vai a Ramot de Galaad.
Quando lá chegares, procura Jeú, filho de Josafá, filho de Namsi; entra e, fazendo-o levantar do meio dos seus irmãos, leva-o para um quarto interior.
Tomarás então a ampola de azeite, lha derramarás sobre a cabeça e lhe dirás: ‘Isto diz o Senhor: Eu te unjo rei de Israel’. Depois, abrirás a porta e fugirás sem demora”.
O jovem profeta partiu para Ramot de Galaad.
Quando chegou, os chefes do exército estavam sentados. Ele disse: “Tenho uma palavra para ti, ó chefe”. Jeú perguntou: “Para qual de nós?”. Respondeu ele: “Para ti, ó chefe”.
Jeú levantou-se e entrou em casa. O profeta derramou-lhe o azeite sobre a cabeça e disse-lhe: “Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Eu te unjo rei do povo do Senhor, de Israel.
Hás de ferir a casa de Acab, teu senhor, e assim vingarei o sangue de meus servos os profetas e de todos os servos do Senhor, que foi derramado por Jezabel.
Toda a casa de Acab perecerá; exterminarei da casa de Acab todo homem, escravo ou livre em Israel.
Farei com a casa de Acab como fiz com a casa de Jeroboão, filho de Nabat, e com a casa de Baasa, filho de Aias.
Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael, e não haverá quem a enterre’”. E abrindo a porta, fugiu.
Quando Jeú saiu para junto dos oficiais do seu senhor, estes lhe perguntaram: “Vai tudo bem? Por que veio ter contigo esse louco?”. Ele respondeu: “Bem sabeis vós quem é e o que ele veio dizer”.
Disseram-lhe: “Não é verdade; dize-no-lo”. Ele respondeu: “Falou-me assim e assim: ‘Isto diz o Senhor: Eu te unjo rei de Israel’”.
Cada um tomou apressadamente o seu manto e pô-lo debaixo dele no mais alto degrau; depois, tocaram a trombeta e disseram: “Jeú é rei!”.
Assim, Jeú, filho de Josafá, filho de Namsi, conspirou contra Jorão. Jorão, com todo o Israel, defendia Ramot de Galaad contra Hazael, rei da Síria.
Mas o rei Jorão tinha voltado para Jezrael a fim de curar as feridas que os sírios lhe tinham feito quando lutava contra Hazael, rei da Síria. Jeú disse: “Se é esta a vossa vontade, ninguém saia da cidade para ir dar aviso em Jezrael”.
E Jeú subiu ao seu carro e partiu para Jezrael, porque Jorão estava ali de cama, e Ocozias, rei de Judá, tinha descido para visitar Jorão.
A sentinela que estava de guarda sobre a torre de Jezrael viu a tropa de Jeú que se aproximava e disse: “Vejo uma tropa”. Jorão ordenou: “Toma um cavaleiro e manda-o ao encontro deles com esta pergunta: ‘Vinde em paz?’”.
Foi o cavaleiro ao encontro de Jeú e disse: “Isto diz o rei: ‘Vens em paz?’”. Jeú respondeu: “Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim”. A sentinela deu o aviso: “O mensageiro foi ter com eles, mas não volta”.
O rei mandou um segundo cavaleiro, que, chegando junto deles, disse: “Isto diz o rei: ‘Vens em paz?’”. Jeú respondeu: “Que tens tu com a paz? Passa para trás de mim”.
A sentinela deu novamente o aviso: “Foi ter com eles, mas não volta. A marcha é como a de Jeú, filho de Namsi; porque ele marcha como um furioso”.
Jorão ordenou: “Aparelhai o carro”. Aparelharam-lhe o carro. E saiu Jorão, rei de Israel, e Ocozias, rei de Judá, cada um no seu carro, ao encontro de Jeú, e o encontraram no campo de Nabot de Jezrael.
Quando Jorão viu Jeú, perguntou-lhe: “Vens em paz, Jeú?”. Ele respondeu: “Que paz pode haver, enquanto continuam as prostituições de Jezabel, tua mãe, e as suas muitas feitiçarias?”.
Jorão voltou o seu carro e fugiu, dizendo a Ocozias: “Traição, Ocozias!”.
Jeú, tomando do arco, flechou Jorão entre os ombros; a flecha saiu pelo coração, e ele caiu morto no seu carro.
Jeú disse a Badaquir, seu oficial: “Pega nele e atira-o no campo de Nabot de Jezrael. Lembra-te que, quando tu e eu íamos juntos atrás de Acab, seu pai, o Senhor pronunciou contra ele esta sentença:
‘Tanto vi ontem o sangue de Nabot e o sangue de seus filhos’, diz o Senhor, ‘e te darei a paga neste mesmo campo’, diz o Senhor. Agora, pois, pega nele e atira-o no campo, conforme a palavra do Senhor”.
Ocozias, rei de Judá, vendo isto, fugiu pelo caminho da casa do Jardim. Jeú perseguiu-o e disse: “Matem-no também a ele”. E feriram-no no carro na subida de Gur, que está junto de Jibleam. Ele fugiu para Meguido e ali morreu.
Seus servos o levaram num carro a Jerusalém e o sepultaram com seus pais na Cidade de Davi.
Ocozias tinha começado a reinar sobre Judá no décimo primeiro ano de Jorão, filho de Acab.
Jeú entrou em Jezrael. Jezabel, sabendo disto, pintou os olhos, enfeitou a cabeça e olhava pela janela.
Quando Jeú entrou pela porta, ela gritou: “Vens em paz, Zinri, assassino do teu senhor?”.
Jeú ergueu os olhos para a janela e perguntou: “Quem está comigo? Quem?”. Dois ou três eunucos olharam para ele.
Ele ordenou: “Atirai-a abaixo”. Eles a atiraram abaixo, e o seu sangue espirrou até a parede e até os cavalos, que a pisaram.
Jeú entrou, comeu e bebeu. Depois, disse: “Ide ver essa maldita e sepultai-a, porque é filha de rei”.
Foram para a sepultar, mas só acharam a caveira, os pés e as mãos.
Voltaram para lho contar. Ele disse: “Foi isto que o Senhor disse por intermédio de Elias, seu servo, o tesbita: ‘Os cães devorarão a carne de Jezabel no campo de Jezrael;
o cadáver de Jezabel será como esterco sobre o campo, de modo que ninguém possa dizer: Esta é Jezabel’.”