A Oração de Manassés é um texto deuterocanônico curto, atribuído ao rei Manassés de Judá, que teria sido composto em hebraico ou grego. Embora não esteja na Bíblia Hebraica padrão, é aceito na Septuaginta e em algumas tradições cristãs orientais. A versão em português aqui presente é baseada no texto grego da Septuaginta e na tradução para o português disponível em fontes confiáveis [citation:1][citation:5].
Oração de Manassés
Capítulo 1 — A Confissão e Súplica do Rei Manassés
Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso de nossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, e de sua descendência justa;
Que fizeste o céu e a terra, com todos os seus ornamentos;
Que ligaste o mar pela palavra do teu mandamento; que calaste o abismo e o selaste pelo teu terrível e glorioso nome;
A quem todos os homens temem e tremem diante do teu poder; pois a majestade da tua glória não pode ser suportada, e a tua irada ameaça contra os pecadores é insuportável;
Mas a tua promessa misericordiosa é incomensurável e insondável;
Pois tu és o Senhor Altíssimo, de grande compaixão, longânimo, muito misericordioso e arrependido dos males dos homens.
Tu, ó Senhor, de acordo com a tua grande bondade, prometeste arrependimento e perdão aos que pecaram contra ti; e da tua infinita misericórdia designaste o arrependimento aos pecadores, para que possam ser salvos.
Tu, portanto, ó Senhor, que és o Deus dos justos, não designaste o arrependimento aos justos, como a Abraão, e Isaque, e Jacó, que não pecaram contra ti; mas tu designaste o arrependimento para mim, que sou pecador;
Porque pequei mais do que o número das areias do mar. As minhas transgressões, ó Senhor, multiplicaram-se; as minhas transgressões multiplicaram-se, e não sou digno de contemplar e ver as alturas dos céus pela multidão das minhas iniquidades.
Estou curvado com muitas ligaduras de ferro, de modo que não posso levantar a minha cabeça, nem ter alívio; porque provoquei a tua ira, e fiz o mal diante de ti; não fiz a tua vontade, nem guardei os teus mandamentos; estabeleci abominações e multipliquei ofensas.
Agora, portanto, dobro o joelho do meu coração, implorando-te por graça.
Pequei, ó Senhor, pequei e reconheço as minhas iniquidades;
Portanto, peço-te humildemente, perdoa-me, ó Senhor, perdoa-me e não me destruas com as minhas iniquidades. Não fiques zangado comigo para sempre, reservando o mal para mim; nem me condene às partes mais baixas da terra.
Pois tu és o Deus, sim, o Deus dos que se arrependem; e em mim mostrarás toda a tua bondade; porque me salvarás, que sou indigno, segundo a tua grande misericórdia.
Por isso te louvarei para sempre, todos os dias da minha vida; porque todos os poderes dos céus te louvam, e tua é a glória para todo o sempre. Amém.