Eclesiastes (em hebraico: Qoheleth, 'o pregador') é um dos livros sapienciais ou poéticos do Antigo Testamento. Tradicionalmente atribuído ao rei Salomão, o livro reflete sobre o sentido da vida e a vaidade dos esforços humanos debaixo do sol. É canônico para todas as tradições cristãs que seguem o cânon da Septuaginta.
Eclesiastes
Capítulo 11
Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.
Reparte com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal virá sobre a terra.
Estando as nuvens cheias, derramam a chuva sobre a terra; e caindo a árvore para o sul ou para o norte, no lugar em que a árvore cair, ali ficará.
Quem observa o vento, nunca semeará; e quem olha para as nuvens, nunca segará.
Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.
Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão; porque tu não sabes qual prosperará, ou se ambas serão igualmente boas.
E a luz, doce é, e agradável é aos olhos ver o sol.
Porque, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, lembrar-se-á, contudo, dos dias das trevas, porque hão de ser muitos; tudo quanto sucede é vaidade.
Alegra-te, pois, jovem, na tua mocidade, e anime-te o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas Deus te trará a juízo.
Afasta da tua alma a ira, e remove da tua carne o mal; porque a mocidade e a aurora da manhã são vaidade.