Cântico dos Cânticos, também chamado de Cântico de Salomão, é um livro poético do Antigo Testamento. É aceito por todos os cânones cristãos tradicionais. O título hebraico indica que é o mais excelente dos cânticos.
Cântico dos Cânticos
Capítulo 3
De noite, em minha cama, busquei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei.
Encontraram-me os guardas que rondavam pela cidade; eu lhes perguntei: Vistes aquele a quem ama a minha alma?
Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma; detive-o e não o deixei, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas cabras e pelas corças do campo, que não acordeis, nem desperteis o amor, até que ele queira.
Quem é esta que sobe do deserto, como que colunas de fumaça, perfumada de mirra, de incenso e de todos os pós do mercador?
Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel.
Todos armados de espadas, destros na guerra; cada um tem a sua espada sobre a coxa, por causa dos temores da noite.
O rei Salomão fez para si uma liteira de madeira do Líbano.
Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura; o interior dela está pavimentado de amor, pelas filhas de Jerusalém.
Saí, pois, ó filhas de Sião, e rodeai o rei Salomão, com a coroa de que sua mãe o coroou no dia do seu desposório, no dia do júbilo do seu coração.