Cântico dos Cânticos, também chamado de Cântico de Salomão, é um livro poético do Antigo Testamento. É aceito por todos os cânones cristãos tradicionais. O título hebraico indica que é o mais excelente dos cânticos.
Cântico dos Cânticos
Capítulo 6
Para onde foi o teu amado, ó mais formosa entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado, e o buscaremos contigo?
O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para apascentar o rebanho nos jardins e para colher os lírios.
Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios.
Formosa és, amada minha, como Tirza, formosa como Jerusalém, terrível como um exército com bandeiras.
Desvia de mim os teus olhos, porque eles me perturbam. O teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam em Gileade.
Os teus dentes são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delas é estéril.
Como um pedaço de romã são as tuas faces, entre as tuas madeixas.
Sessenta são as rainhas, oitenta as concubinas, e as virgens, inumeráveis.
Mas uma é a minha pomba, a minha perfeita; a única de sua mãe, e a mais querida daquela que a deu à luz; viram-na as filhas e chamaram-lhe bem-aventurada; as rainhas e as concubinas a louvaram.
Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército com bandeiras?
Desci ao jardim das nogueiras, para ver os frutos do vale, e para ver as vides que floresciam, e as romãs que vinham em flor.
Não sei como foi que a minha alma me pôs nos carros do meu povo voluntário.
Volta, volta, ó sulamita; volta, volta, para que nós te vejamos. Por que razão quereis ver a sulamita como se fosse a dança dos dois arraiais?