A Epístola a Filemom é uma das cartas prisionais do apóstolo Paulo, escrita aproximadamente entre 60-62 d.C. enquanto ele estava preso em Roma. É a mais curta das epístolas paulinas e é reconhecida como canônica por todas as principais tradições cristãs. A carta aborda o tema do perdão cristão e a igualdade espiritual entre senhores e escravos, pedindo a Filemom que receba de volta seu escravo Onesimo não mais como servo, mas como irmão amado em Cristo.
Filemom
Capítulo 1 — Saudação e Ação de Graças
Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador,
E à nossa amada Ápia, e a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que está em tua casa:
Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações,
Ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo e para com todos os santos;
Para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em vós há por Cristo Jesus.
Porque temos grande gozo e consolação do teu amor, porquanto por ti, ó irmão, as entranhas dos santos foram recreadas.
Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que convém,
Contudo, por amor, antes te rogo, sendo eu tal como sou, Paulo, o velho, e agora também prisioneiro de Jesus Cristo.
Rogo-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões,
O qual noutro tempo te foi inútil, mas agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar.
E tu, recebe-o como ao meu próprio coração.
Eu bem queria retê-lo comigo, para que por ele me servisse nas prisões do evangelho;
Mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas voluntário.
Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre,
Não já como servo, antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor.
Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.
E, se te fez algum dano ou te deve alguma coisa, imputa-me isso a mim.
Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi; eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves.
Sim, irmão, eu me regozijarei de ti no Senhor; recreia as minhas entranhas no Senhor.
Escrevo-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo.
E juntamente prepara-me também pousada, porque espero que pelas vossas orações vos hei de ser concedido.
Saúdam-te Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus,
Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito. Amém.